quinta-feira, 6 de junho de 2013

Angelina Jolie: Uma das Faces da Insanidade do Nosso Tempo

Enfim, li um texto lúcido sobre a decisão de Angelina Jolie de extirpar as mamas como medida anticâncer. Desde que li a notícia pela primeira vez, senti uma estranheza muito grande. Em momento algum considerei essa doidice um ato de "heroísmo". Para mim, a atitude de Angelina revela até onde chega a insanidade dos nossos tempos "modernos".

Não faz muito tempo, era moda nos Estados Unidos extirpar o útero assim que a mulher parava de ter filhos. E o motivo era o mesmo: para não desenvolver câncer. Muitas mulheres se submeteram a esse tipo de cirurgia, sem saber que, ao eliminar o útero, suas mamas iriam receber uma carga hormonal maior, pois a parte dos hormônios recebida pelo  útero, na ausência dele vai para as mamas, aumentando o risco de câncer de mama.

Agora, a febre vai ser esta: eliminar as mamas para não ter câncer. E assim segue essa nossa medicina "civilizada". É pena que não dê para extirpar o cérebro para evitar neuras.    
E enquanto vamos assim, extirpando, deixamos de atacar as raízes dos males. Por que o índice de câncer cresce tanto nos tempos atuais? Porque ele é o resultado direto do nosso modelo equivocado de viver. Então, as questões seriam:

Por que não reformulamos nosso modelo totalmente equivocado de viver? 
Por que não nos unimos para exigir a erradicação dos agrotóxicos e inseticidas das nossas plantações e dos transgênicos?
Por que continuamos nos matando, vítimas de estresse crônico, para alimentar este sistema falido?

O câncer é um sintoma claro de como vivemos. São muitas as suas causas. Nossa intoxicação vem de várias fontes: poluição desenfreada, ritmo de vida estressante, maus hábitos... Nós nos alimentamos de um sistema viciado, doente. Por isso estamos doentes. Emocionalmente, mentalmente e fisicamente doentes.

É urgente uma introspecção. É urgente abrir os olhos e sentir o quanto estamos perdidos. O quanto estamos automatizados. Precisamos amar mais, relaxar mais, contemplar mais. Precisamos enxergar os alertas da Mãe Natureza, antes que nosso barco naufrague de uma vez.

No entanto, deixamos a reflexão para depois e seguimos extirpando... para não adoecer!

Transcrevo o texto publicado pelo Centro Verde Vida (http://www.centroverdevida.com.br/noticia.php?id=117):

Angelina Jolie: sabedoria ou insanidade?

Angelina Jolie chocou a comunidade alternativa com sua decisão de se submeter a uma dupla mastectomia para prevenir câncer de mama.

No Twitter, correu a piada: “Angelina Jolie arranca os dentes para não ter cáries!” A analogia é plausível. Com o fartura de conhecimento trazido por pesquisas científicas e a experiência de dezenas de clínicas no mundo que estão há décadas curando câncer – de mama e demais – sem amputação, sem quimio ou radioterapia, a medicina não-convencional sabe muito bem como prevenir e curar câncer sem utilizar nenhum desses procedimentos invasivos, por muitos chamados de “medievais”.

Sobre a decisão de Angelina Jolie, Dr. Mercola (mercola.com), escreveu:

“Alguns dias eu me pergunto se isso tudo é um sonho ruim. Como é que fomos parar nessa loucura? A melhor e mais recente estratégia ‘preventiva’ para as mulheres geneticamente predispostas ao câncer de mama é a amputação, e isso justifica que esse tipo de ‘cirurgia preventiva’, seja coberta pelo seguro de saúde.

Estou me referindo, é claro, à decisão recente anunciada por Angelina Jolie de se submeter a uma dupla mastectomia como medida profilática. Enquanto ela admite que esta é uma decisão muito pessoal, o impacto para o público pode ser bastante significativo com base em sua influência de celebridade.

A mãe dela morreu de câncer de ovário aos 56 anos e Jolie carrega uma mutação genética hereditária [BRCA1] associada tanto ao câncer de mama quanto ao de ovário. 

De acordo com Jolie, que revelou sua decisão em um editorial do New York Times: ‘Meus médicos estimaram que eu tinha um risco de 87% de ter câncer de mama e um risco de 50% de ter câncer de ovário, embora o risco seja diferente para cada mulher.’

É quase incompreensível para mim como qualquer pesquisador pode estimar com precisão o risco de câncer futuro com base na genética. A única explicação é uma quase completa ignorância da ciência da epigenética e do poder que todos nós temos de mudar a expressão dos nossos genes.

Um ponto importante para lembrar às mulheres é que, enquanto as mulheres com mutações no gen BRCA tem um risco de câncer de mama 45% a 65% maior, apenas cerca de 2% dos cânceres de mama diagnosticados são causados ​​por mutações de BRCA. Portanto, esse defeito genético não chega nem de perto a ser a principal causa de câncer de mama. Obviamente, outros fatores não-genéticos desempenham um papel muito mais significativo.”

Mike Adams (naturalnews.com) estampou a manchete:

“Angelina Jolie inspira as mulheres a se mutilarem, enquanto promove a perversão médica da dupla mastectomia” e explicou no artigo:

“... milhões de mulheres portadoras do gene BRCA1 nunca chegam a expressar o câncer de mama porque levam estilos de vida saudáveis, anti-câncer, com base em nutrição inteligente, exercício físico e exposição adequada ao sol, além de evitar substâncias cancerígenas.”

Sayer Ji (greenmed.com) deu mais informação:

“Apesar da recusa da chamada ‘medicina baseada em evidência’ de reconhecer a evidência genética real, nós já estamos em uma era pós-genoma, há mais de uma década da conclusão do primeiro rascunho do genoma humano em 2000. Naquele momento, o dogma central da biologia molecular - que o nosso DNA controla a expressão de proteínas e, portanto, o risco de doenças - foi refutado. Foram catalogadas cerca de 20.000 instruções genéticas em nosso genoma - nem mesmo o suficiente para dar conta das 100 mil proteínas no corpo humano!

Como resultado, agora temos de aceitar que fatores além dos genes, conhecidos como fatores epigenéticos, em grande parte determinados por uma combinação de nutrição, estado psico-espiritual, estilo de vida e meio ambiente, e que se reportam a nossa fisiologia, constituem os fatores que mais determinam qualquer risco de doença, chegando a determinar 95% do risco. Na verdade, até mesmo o trauma psicológico associado ao diagnóstico de câncer pode aumentar a malignidade do mesmo.”

Em outras palavras, Angelina Jolie tinha alternativas melhores. As evidências confirmam: pouco importa se você tem ou não tem o “gen do câncer”. O que realmente importa é como você escolhe viver a sua vida: seus pensamentos, atitudes e hábitos. A escolha é sua.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Manifesto Sobre Demarcação de Terras Indígenas

Foto de Araquém Alcântara
ANTROPÓLOGOS BRASILEIROS DIVULGAM MANIFESTO SOBRE DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS

"Nada, nem mesmo a ideologia empresarial, pode ser sobreposta à Constituição Federal do país ou justificar sua brutal violação. Seu fim primordial é garantir fundamentalmente o bem-estar de sua população como um todo, o que inclui todos os segmentos diferenciados do país e as gerações vindouras. Mais do que notícias alarmantes e discursos que visam o bem privado, cobramos todos os setores envolvidos, incluindo os meios de comunicação brasileiros, que tornem acessíveis à população, antes de mais nada, as luzes da Constituição Federal do nosso país", afirma Manifesto coletivo divulgado por antropólogos brasileiros, publicado pela Agência Repórter Brasil em 27 de maio de 2013.

"De maneira flagrantemente parcial, a mídia brasileira tem criminalizado a regularização fundiária de terras habitadas por populações indígenas no país. Para resumir os alarmantes argumentos, a ideia mais comum veiculada é a de que esses processos são artifícios fraudulentos, que transformariam 'terras produtivas' e de 'gente que trabalha', em 'reservas indígenas'. Para bom entendedor, meia palavra basta, como é de domínio popular.
O que se anuncia é que terras 'produtivas' serão tornadas 'improdutivas' e, paralelamente a isso, 'gente que trabalha' será como que 'substituída' por 'gente que não trabalha', isto é, 'índios' – como se os índios não trabalhassem ou produzissem. Esta metamorfose perversa é atribuída, em muitos casos, a um suposto concerto criminoso de forças nacionais e internacionais que atuariam em proveito próprio, tendo pouca ou nenhuma relação com os legítimos ocupantes das terras."

Para ler o texto inteiro do Manifesto acesse:

sexta-feira, 24 de maio de 2013

PORTAL 25 DE MAIO

25 de maio de 2013: mais um portal se abre à humanidade


Reproduzindo a informação:

É hora de agir e assumir o controle do nosso destino e do nosso mundo. Vamos nos reunir e visualizar a libertação do planeta da tirania da energia negativa para que possamos nos entregar ao processo da Ascensão.

Nossa visualização vai apoiar o plano da libertação do planeta (em curso) para que possa se manifestar o quanto antes, de uma maneira pacífica.

Poucas horas antes da abertura do Portal, o eclipse lunar penumbral vai ajudar na edificação das energias que vão nos preparar para a abertura do Portal. É o momento de Wesak, um período de benção espiritual para a humanidade e uma efusão de Luz para todo o planeta.

Um vórtice (vórtex) principal, para este acontecimento, está centrado no Himalaia, aonde muitos Iniciados e Mestres vão se reunir, na lua cheia de maio, para ancorar Luz para o planeta Terra. Apesar de que para muitas tradições o festival Wesak já aconteceu durante a lua cheia de abril, uma forte efusão de Luz sempre acontece durante a lua cheia em maio.

Uma forte linha-do-tempo passa por 25 de maio. Em 25 maio 1975 o processo de 50 anos de libertação planetária iniciou. Em 25 maio de 2010 um portal especial chamado Missão Escudo Azul (Mission Blue Shield ) foi ativado e marcou o inicio da queda dos Arcontes. E agora em 25 maio 2013 vamos abrir o Portal, cujo objetivo é libertar a humanidade do controle da grade de energia negativa que tem escravizado a humanidade desde o fim da Atlântida.

Faremos a visualização no mesmo momento da abertura do Portal, 25 de maio de 2013:

16 horas 12 minutos BRASIL

nota: o link acima informa o horário XX horas e 10 minutos, que é dois minutos antes da abertura. É bom começar a meditação um pouco antes - a critério de cada um - para estar pronto no momento.

Instruções:

1. Relaxe a mente e o corpo observando sua respiração por alguns minutos.

2. Convoque a presença do seu Eu-Superior, seus Guias-Espirituais, Anjos e Mestres Ascencionados.

3. Em nome do seu Eu-Superior diga em voz alta, em decreto, que cancela e nulifica todos os seus acordos, ligações e contratos com as forces negativas independente do conteúdo destes passados acordos, ligações e contratos.

4. Em nome do seu Eu-Superior diga em voz alta, em decreto, que você é agora um livre e soberano ser de Luz.

5. Visualize uma coluna de Luz dourada descendente do Sol Central da Galáxia atravessando o seu corpo.

6. Visualize a Luz dourada se expandindo através de seu coração e suas mãos em todas as direções, transmutando toda a escuridão dos planos não físicos em Luz, limpando todos os conteúdos do seu hemisfério implantado, que é um campo hemisférico com um diâmetro de 30 metros ao seu redor. Continue emanando Luz até o seu hemisfério implantado estar totalmente preenchido por Luz.

7. Agora visualize a totalidade do hemisfério implantado preenchido com um padrão Flor da Vida, o que vai estabilizar e aumentar a freqüência vibratória do campo de energia ao seu redor: 

8. Visualize a mesma Luz dourada transmutando todos os hemisférios implantados no mundo todo.

Muitas pessoas estão esperando resultados espetaculares quando cada um dos portais ou portas abrem. É necessário entender que a liberação do planeta é um processo gradual que culmina com o Evento final, que será de fato espetacular.

Informação:

A abertura do portal não vai acionar desencadear catástrofes como alguns estão anunciando; nem o estabelecimento do novo sistema financeiro que só ocorrerá durante “O Evento”. O momento de “O Evento” ainda não está divulgado mas a Vitoria final da Luz está próxima.


Maledicência - Não Fales Mal de Ninguém


Sathya Sai Baba diz:

"Tudo o que vemos nos outros é somente um reflexo do nosso próprio Ser. Se acusamos alguém de mau, é somente porque nosso sentimento em relação a tal pessoa é ruim. Qualquer impressão que temos sobre os outros é um reflexo do nosso sentimento em relação a eles. Tudo é apenas reflexo, reação e ressonância. Portanto, você não deveria criticar os outros. Você não tem o direito de encontrar defeitos, porque sua avaliação de uma pessoa está limitada à sua experiência com ela. Há tantos aspectos da personalidade dessa pessoa que você não conhece. Por esse motivo, se quiser conhecer uma pessoa completamente, você deveria investigar todos os aspectos da sua personalidade. Nos tempos modernos, as pessoas guiam-se pela aparência física e julgam as pessoas baseadas em suas ações externas. Isso está errado. Portanto, o defeito reside na visão, e não na criação."

A maledicência, o hábito de fofocar, de falar mal dos outros é difícil de erradicar. Por isso, quanto mais refletirmos sobre o que significa esse hábito, mais luz traremos à nossa consciência.

Transcrevo, a seguir, este excelente texto de Huberto Rohden, para nossa reflexão.


MALEDICÊNCIA – NÃO FALES MAL DE NINGUÉM

Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.

Qual a razão última dessa mania de maledicência?

É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.

Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.

A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.
Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.

São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.

Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.

Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.

Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.

As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.

Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.

A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.

Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.

Fala-se muito por falar, para “matar tempo”. A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.

Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.

Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.

Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas, que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.

Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.

Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.

Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste.

Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.

Pense nisso!

Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas.

Evitemos a censura.

A maledicência começa na palavra do reproche inoportuno.

Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente.
Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.

Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina.

Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, “a boca fala do que está cheio o coração”.

(Texto extraído do livro “A Essência da Amizade” – Huberto Rohden* – Editora Martin Claret, publicado no Portal Arco Íris-Núcleo de Integração e Cura Cósmica).

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Déficit de Atenção: Transtorno da Sociedade Moderna?

A sigla TDAH significa: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. 
Segundo as estatísticas, entre 3% a 6% das crianças sofrem dessa síndrome. O problema é definido normalmente pelos especialistas como um "transtorno neurobiológico de causas genéticas", manifestado em forma de sintomas como desatenção, inquietação e impulsividade. Estes sintomas tornam-se um entrave ao aprendizado normal. O polêmico tratamento inclui drogas que atuam no sistema nervoso central e até uso de antidepressivos.

Vale a pena salientar que, nos Estados Unidos, a incidência de crianças com TDAH é de 9%. Quando sabemos do sistema americano de ser, com todas as implicações e reflexos na infância (consumismo, competitividade, excesso de informação e de estímulos, etc.), a pergunta fica no ar: será por um acaso que o índice é maior por lá?

Sathya Sai Baba, mestre indiano criador do programa educacional chamado "Educare" jamais prescreveu medicamentos pesados para aquietar os alunos. O programa Sai Educare prevê uma pequena meditação antes das atividades diárias escolares. Uma técnica simples como são simples as verdades do espírito. Um aquietamento que não dura mais do que quinze minutos, mas que propicia à criança um mergulho em si mesma, onde ela começa a aprender a se observar, a acalmar suas emoções, a perceber a importância da respiração tranquila. 

Hoje sabe-se que pessoas que meditam e que oram se livram mais facilmente de doenças e  sabem lidar melhor com os problemas da vida. Então por que não ensinar às crianças desde cedo o valor da meditação? 

O texto abaixo é uma evidência a colocar mais dúvidas sobre essa polêmica síndrome chamada déficit de atenção.  Foi escrito por Marilyn Wedge, Ph.D, e retirado do site: http://equilibrando.me/.


Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?


Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre - que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o autocontrole no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Homenagem às Mães

Ao selecionar pensamentos sobre o Dia das Mães, verifiquei uma coisa: fala-se sempre no quanto uma mãe ensina; mas não se fala no quanto uma mãe também aprende com seu filho! 

Os filhos nos ensinam, e muito! Antes de ser mãe, sou um ser humano; o filho, antes de ser filho, é outro ser humano. Se houver abertura, ambos ensinam, ambos aprendem. Agradeço aos meus filhos o muito que me ensinaram!

Abaixo, uma coletânea de pensamentos, em homenagem às mães.

"Uma boa mãe vale por cem professores." (George Herbert)

"Mãe é aquela pessoa com quem contamos para as coisas que importam acima de tudo." (Katherine Butler Hathaway)

"Cem gramas de mãe valem um quilo de sacerdócio." (Provérbio Espanhol)

"Nenhuma influência é tão poderosa quanto aquela da mãe." (Sarah Josepha Hale)

"Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos." (Friedrich Nietzsche)

"Para os ouvidos de uma criança, 'mãe' é mágica em qualquer língua." (Arlene Benedict)

"Quando você é mãe, você nunca está realmente sozinha em seus pensamentos. Uma mãe sempre tem que pensar duas vezes, uma por ela e outra por seu filho." (Sophia Loren)

"Eu me lembro das preces da minha mãe e elas têm sempre me acompanhado. Elas se uniram a mim durante toda a minha vida." (Abraham Lincoln)

"Tudo o que sou e que sempre desejei ser, eu devo a meu anjo Mãe." (idem)

"O coração de uma mãe é um abismo profundo em cujo fundo você sempre encontra perdão." (Honoré de Balzac)

"Qualquer mãe poderia facilmente desempenhar o papel de vários controladores de tráfico aéreo." (Lisa Alther)

"Os homens são o que suas mães fizeram deles." (Ralph Waldo Emerson)

"Uma mãe entende mesmo o que um filho não diz." (Provérbio Judeu)

"Uma garotinha, perguntada onde era sua casa, respondeu, 'onde minha mãe está'." 
(Keith L. Brooks)

"Deus não poderia estar em todos os lugares, por isso Ele criou as mães." (Provérbio Judeu)

"Mães são filósofos instintivos." (Harriet Beecher Stowe)

"A melhor escola - os joelhos de uma mãe." (James Russell Lowell)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mensagens Para Nossos Filhos


21 Mensagens para transmitir a cada membro da próxima geração

(Por Alejandro Jodorowsky)

1. Você é um ser desejado. Você está aqui porque o universo quis assim.

2. Sinta que você é livre para ser quem você é; não permita nada nem ninguém lhe rotule, nem se imponha scripts que não correspondem à sua autenticidade.

3. Cada ancestral da sua árvore é um dom que está dentro de você para ser usado a seu favor e de todo o universo.

4. Aprenda a não pedir amor – simplesmente ame.

5. Creia nos pequenos milagres de cada dia e fique atento às coincidências, pois nelas há mensagens ocultas que o guiarão no caminho certo.

6. Pratique uma ação generosa a cada dia com alguém próximo.

7. Se na sua árvore genealógica há traumas, cure-os agindo.

8. É sábio deixar-se guiar pelo corpo. Por meio de tensão e desconforto, ele irá alertá-lo para fugir de determinadas situações. E ele também lhe dirá, pela sensação de relaxamento e bem-estar, se você está em alinhamento com quem você é.

9. Não contamine seu corpo com tóxicos ou má alimentação.

10. Seja independente tanto quanto possível. Trabalhe usando sua criatividade e torne-se adulto.

11. Escreva um poema a cada dia.

12. Busque e provoque situações que lhe façam rir.

13. Procure compartilhar, colaborar, ser solidário.

14. Quando tiver problemas, analise-os, fale sobre eles, mas tenha certeza de que sem a sua ação não ocorrerá transformação.

15. Sinta gratidão por tudo o que o universo lhe dá.

16. Lembre-se de que nada perece neste plano de existência perece e sim, transforma-se.

17. Leia, estude, conheça ... experimente por si mesmo.

18. Não se apegue a nada material. Não consuma aquilo que não necessita.

19. Tampouco se apegue a alguma crença. Assim como seu corpo é constantemente renovado, também se deve fazer com as idéias.

20. Plante todos os dias as sementes que lhe chegam, internas ou externas. As sementes podem ser palavras, carinhos, beleza, ações. Eles irão germinar como mais sabedoria, amor, arte e saúde.

21. Cuide com carinho do território que está além do seu corpo, da sua casa, do seu bairro, da sua cidade ... o planeta e o Universo.

*Agradecimentos a Gena Teresa pelo envio.
*Traduzido pela autora do blog.

domingo, 28 de abril de 2013

Transgênicos - Comemos Sem Saber

Devagar e sempre, os produtos transgênicos estão invadindo as prateleiras dos supermercados e chegando à nossa casa e aos nossos estômagos. População desinformada é o campo ideal para que empresas como a Monsanto, responsável pela maioria das sementes transgênicas, infle seus cofres à custa da nossa saúde.
O Governo não orienta a população, claro, porque ele é o primeiro a permitir que este tipo de alimento contamine nossos campos e nossos organismos. Toda a informação que recebemos vem de organizações não governamentais (ONGs).
Recebemos um pps bem ilustrativo e reproduzimos aqui, para que possamos boicotar esses produtos (o pps  veio sem autoria).

Você sabe o que significa o símbolo abaixo, presente nos alimentos que você compra?  


Este símbolo aí, é do Alimento Geneticamente Modificado (Ou Alimento “Frankstein”).  Trata-se de um alimento criado artificialmente em laboratório.
Você sabe o risco que corre ao consumí-lo?
Vejamos...
Os transgênicos não se sairam bem com testes em cobaias (ratos) de laboratório. Os ratos tiveram tumores e outras complicações ao consumirem MILHO TRANSGÊNICOS.
Divulgado aos quatro cantos, mas o Governo Brasileiro nada faz....veja a seguir:

Pesquisa revela que milho transgênico provoca câncer em ratos

Mas os transgênicos são consumidos no mundo todo, então eles são seguros, certo?
Errado. A Europa não está consumindo os transgênicos. Recentemente, até a BASF, uma multinacional muito conhecida no ramo de transgênicos, desistiu de vender seus produtos na Europa. Os Europeus são mais esclarecidos que os inocentes brasileiros, e boicotaram o consumo de milho e batata transgênicos.

O governo brasileiro obriga a incluir o símbolo do “T” nas embalagem quando um alimento possuir mais que 1% de transgênico em sua composição. A empresa que descumprir este requisito está sujeito a multas que começam a partir de R$ 500 mil.
Veja alguns exemplos de embalagens e saiba como reconhecer um transgênico:





Todos estes produtos são transgênicos
 Às vezes é difícil encontrar o símbolo.


Percebe onde está a diferença? Veja aí abaixo a Milharina tradicional e a transgênica:
(Tradicional)
Milharina transgênica
(veja o símbolo, bem pequeno)
A falta de informação da população faz com que o Brasil seja um grande mercado de alimentos não-saudáveis, e isto certamente trará prejuízos para nossas próximas gerações. 

Por isso vai um apelo:

1.   Não permita seus filhos ingerirem alimentos transgênicos!
2.   Fiquem atentos nos supermercados! Às vezes esta logomarca do “T”  está muito pequena na embalagem, você realmente vai ter que procurar bastante para achá-la.
3.   Não consegue encontrar seu alimento preferido que não seja transgênico? Mude seu estilo!! Recentemente mudei o Óleo de Soja pelo de Girassol, pois não consigo mais encontrar o de soja 100% normal, aqui na minha região.
4.   Salgadinhos Elma Chips estão infectados pelos transgênicos. Não consuma estes produtos. Há outras empresas que não usam transgênicos. (aliás, se puder não ingerir salgadinho algum, melhor ainda né – muito sódio e nenhuma saúde)
5.   Há alguns alimentos que não indicam nas embalagens que são transgênicos. Na dúvida, não compre, ou pelo menos consulte o SAC da empresa para confirmar isto.
6.   Atualmente, os produtos transgênicos mais comuns são feitos de soja, milho ou batata...mas fique ligado que ainda podem existir outros.

Vamos boicotar o consumo de transgênicos e evitar este Envenenamento a longo prazo!
Adira à campanha abaixo, divulgue para quem você se preocupa! Pesquisem!

Referências e fontes:

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Amazônia: um Paraíso que a Estupidez Humana Deixa se Perder


“Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada.”
(E. Burke)
A beleza da Amazônia, retratada por Araquém Alcântara
Li ontem uma reportagem triste e realista sobre a Amazônia, com fotos ilustrando. O autor da matéria e das fotos é o renomado fotógrafo Araquém Alcântara, cujo currículo arrecada vários livros publicados e prêmios jornalísticos.

A matéria estremeceu meu coração. O que estamos fazendo? Que tipo de poder está nos cegando? Por que não reagimos em conjunto?

Relatei aqui, na postagem anterior, a visita de uma Hierarquia que nos pediu orações pelos  povos indígenas. Ao ler a matéria de Araquém, lembrei-me desse pedido. Ao permitirmos a destruição das nossas reservas florestais, estamos ao mesmo tempo destruindo o que resta de civilização indígena. Ao cruzarmos os braços diante dessa calamidade terrível, demonstramos também todo o nosso descaso e descompromisso com o Reino Animal e o Reino Vegetal. E assinamos, ao mesmo tempo, nossa sentença de morte. Estamos matando nossa origem indígena, ao invés de honrá-la; estamos criando um mundo tecnológico onde não há lugar para a natureza. Cegos, esquecemos que sem árvores não há vida.

A matéria de Araquém é um forte alerta, para nossa reflexão. Caso seu coração seja tocado, repasse o link. Precisamos tocar as consciências! Precisamos nos indignar! Mais - precisamos agir! O poder não está fora, lembre-se. Não há poder maior do que a união das pessoas. Citando Margareth Mead: "Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de dedicados cidadãos para mudar os rumos do planeta. Na verdade, eles são a única esperança de que isso possa ocorrer".

A FERRO E FOGO - Araquém Alcântara (publicada em dezembro/2012)

A Amazônia arde porque nossa omissão permite
este crime ambiental inominável.
Foto: Araquém Alcântara
Neste exato momento, bem diante dos meus olhos, a maior floresta tropical da Terra arde no calor das queimadas. Labaredas de fogo brilham na cortina de fumaça e tingem de vermelho o horizonte. O jornal de hoje comemora a queda do desmatamento em 40 por cento relativamente ao ano passado e eu quase não consigo ver nem respirar. O fogo e a fumaça escondem o sol, os olhos ardem, o calor é insuportável.

Percorro mais de mil quilômetros na Belém-Brasília e só vejo um paredão cinza de fumaça, o cheiro da terra calcinada, o gado pastando em áreas desmatadas, as carvoarias engolindo madeira.

A cena se repete todo ano, entra governo e sai governo, entra ministro e sai ministro.
O jornal fala que alguns milhares de quilômetros foram desmatados e compara com a área da Bélgica (por que sempre a Bélgica ?). Meu sentimento é de revolta e perplexidade. Só quem anda por aqui é que sabe que a grande floresta não tem mais como suportar, atingiu o seu limite. Ela está realmente se fragmentando e já é possível prever uma Amazônia dilacerada, sem produzir chuva e completamente modificada na sua fisionomia original.

Amazônia: assistiremos, passivos, a sua morte?
Foto: Araquém Alcântara
A destruição da floresta escancara nosso descaso, nossa conivência com o crime inominável.

Estamos permitindo a desertificação do maior laboratório científico de nossa civilização, sem ao menos conhecê-lo e estudá-lo. O que dói na alma é que os cientistas afirmam que dentro desta mata dilacerada é possível existir milhares de produtos que podem revolucionar a saúde do planeta.

A ação do fogo e da motosserra já consumiram 17 % da Amazônia , ou seja 70 milhões de hectares, o equivalente à área do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro juntas. Mais de um bilhão de árvores já tombaram e, pelo menos, 32 milhões de animais foram mortos ou desalojados.

Dirão alguns que a questão não é tão grave, já que a Amazônia ainda está sob ocupação humana das mais ralas e há regiões com as dimensões dos países europeus que continuam intactas.
Amazônia, patrimônio magnífico, fonte de vida.
Foto: Araquém Alcântara
Dirão outros que a floresta é um celeiro inesgotável , já que dentro dela caberia praticamente toda a Europa, excluindo os países da antiga União Soviética.


O bioma amazônico, espalhado por nove países da América do Sul, tem 6,6 milhões de quilômetros quadrados; ao Brasil pertence 65 % do total, com 4,2 quilômetros quadrados de floresta por onde escorre um quinto da água doce do planeta. Não há outro lugar no mundo com tamanha variedade de espécies de pássaros, peixes e insetos. Numa área de algumas centenas de metros quadrados da floresta, existe mais diversidade de plantas do que em toda a Europa.

Ainda se pode viajar dias e dias por muitos rios da floresta sem ver um ser humano nas margens, mas, em regiões mais adensadas populacionalmente, a devastação e o extermínio de animais é algo simplesmente aterrador.

A terra nua e tomada por voçorocas que se estende por longas áreas, também hoje, catastroficamente presente nos biomas do cerrado e da caatinga, coloca por terra o mito da superambundância e da inesgotabilidade dos recursos florestais do país.

De modo gradativo, a Amazônia está sendo comida pelas queimadas, pelo furor das serrarias, poluição dos garimpos , instalação de fazendas de gado em várzeas que funcionam como berçários de peixes; pelo crescimento urbano, represas e pela exploração descontrolada de seus recursos naturais.

Não há conhecimento, nem respeito. Os políticos não conhecem a floresta, permanecem trancados em seus gabinetes e em sua ignorância.
Amazônia: estamos cegos e surdos ante a estupidez
da sua devastação?
Foto: Araquém Alcântara
A questão amazônica não encontra eco na sociedade. Parece que a Amazônia é problema dos outros; parece que os 20 milhões de brasileiros que lá vivem não precisam de médico, dentista, mantimentos e dignidade.

Ninguém sabe quem são os verdadeiros proprietários de terra na Amazônia. Apenas 5 por cento do valor total das multas ambientais são arrecadados. O código ambiental brasileiro é uma excrecência. A corrupção é a maior arma dos grileiros. Grupos de políticos, fazendeiros e madeireiros formam quadrilhas que agem como se fossem mais poderosos que o Estado.

Por que não dizemos basta a tanta destruição? Por que somos tão passivos? Por que permitimos que os governos ignorem a ganância dos senhores de terras, a voracidade das grandes madeireiras, o enriquecimento ilícito, as carvoarias e mineradoras ilegais, o garimpo sangrando a terra. Tudo em nome de um progresso que enriquece alguns indivíduos e empresas e deixa o povo na mais absoluta miséria.

O que está acontecendo agora no Estado do Pará é inaceitável: trabalho escravo, corrupção, uso de violência, invasão e ocupação ilegal de terras públicas, a degradação sistemática dos recursos naturais. Destruição que ameaça não apenas a floresta ou as comunidades tradicionais, que dela dependem para sobreviver, mas a integridade da própria Constituição brasileira e o futuro do país.

Onde havia vida vibrante e pulsante, restam apenas
fumaça, cinzas e o espectro triste da grande árvore calcinada.
Foto: Araquém Alcântara
Por que séculos de maravilhosa construção, são destroçados num único gesto?

Os cientistas dizem que é urgente uma moratória nacional para conter a destruição da floresta e que o governo assuma a responsabilidade que lhe cabe de criar um novo modelo social e econômico voltado para os interesses dos 20 milhões de amazônidas.

É urgente também, dizem os cientistas, que se implemente uma revolução científico-tecnológica na Amazônia, com a formação de técnicos de alta especialização nas mais diversas áreas científicas, para ocupar e conhecer esse laboratório.

E uma outra revolução mais sutil, mas igualmente importante: a mudança no modo como encaramos a Amazônia, a resposta do que realmente queremos para a Amazônia. Os estoques de riquezas naturais que ela possui são cobiçados sim pelas potências internacionais e isso exige uma mudança de atitude, uma presença efetiva, um grande esforço de toda a sociedade.

Visão do paraíso ameaçado.
Foto: Araquém Alcântara
Precisamos lembrar que a Amazônia pode chegar ao ponto da Mata Atlântica que foi praticamente dizimada. Ela tinha mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente a 12 por cento da área do pais. Séculos de exploração madeireira, avanço agrícola e crescimento urbano destruíram mais de 90 por cento da mata original. 

Sobraram de 5 a 8 por cento da paisagem avistada por Cabral.

De um modo trágico e desesperado, este é o último serviço que a liquidação da Mata Atlântica pode prestar aos brasileiros : um clamor surdo por indignação, atitude e patriotismo. 

terça-feira, 26 de março de 2013

Amor e Rejeição Como Aprendizagem


"Meu coração triste, meu coração ermo,
Tornado a substância dispersa e negada
Do vento sem forma, da noite sem termo,
Do abismo e do nada!" 
(Fernando Pessoa)

"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, 
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim
."
(Vinícius de Moraes)

Existe coisa mais difícil de digerir do que a rejeição? É um sentimento que desestabiliza e provoca muita dor. Ficamos meio sem norte, meio sem chão quando nos sentimos rejeitados. E muitos sucumbem nessa dor.

O texto abaixo é um dos melhores que já li sobre o tema. Uma abordagem profunda que nos mostra uma maneira nova de repensar o assunto. Confira:

"Amor e Rejeição. Esta é a dor mais profunda que o ego pode sentir. Quando isto acontece e inevitavelmente um dia acontece, o sentimento de perda é brutal. O mundo se abre a nossos pés e nada mais importa ou tem valor na vida. Todas as nossas esperanças de amar e ser amado se desvanecem. Uma profunda depressão é o resultado do sentimento de perda se isso não for contido a tempo. Os olhos perdem o brilho e o mundo torna-se cinzento.

Esse processo pode levar anos para se desfazer e isso pode destruir totalmente a vida da pessoa. Torna-se amargo e ressentido. A um passo do desespero e de atos impensados. Quantos suicídios vêem daí?

A rejeição nos atinge desta forma porque achamos que não temos nenhum valor. Não passa pela nossa cabeça que isso não é um problema nosso; é um problema do outro. Quem está rejeitando é o outro.

Quando se tem o conhecimento e o controle da nossa própria produção de neurotransmissores e hormônios este sentimento de rejeição pode ser resolvido em questão de horas ou dias no máximo. Todo sentimento tem uma base bioquímica. É uma via de mão dupla. É possível criar e descriar. Então podemos tratar a situação de forma racional.

O que devemos fazer numa situação assim?

O senso comum nos diz para rejeitar também e talvez até odiar a outra pessoa. É um contra-ataque lógico. Neste caso a lógica não funciona.

O que devemos fazer é continuar amando, emanando amor como sempre fizemos.

Não importa o que o outro faz devemos continuar amando sempre. E não é um amor impessoal. É com o mesmo amor que sentíamos. Na verdade não deve haver nenhuma interrupção deste sentimento. Independentemente do que o outro faça. O amor não deve cessar nunca. Desta forma a dor não se instala e continuaremos felizes.

Isto pode parecer utópico e impossível para quem lê apressadamente. Podem achar que isso não existe. Que é teoria e romantismo. Não é.

Isso é absolutamente real e possível. Quando se atinge um nível de fusão com o Criador isso passa a ser o normal. Aliás, não poderia ser de outra forma. Quando nos tornamos amor só podemos amar. Não há como ser diferente. É uma felicidade contínua. Amamos independente das circunstâncias. Mesmo rejeitados continuamos amando o outro.
Continuaremos tratando bem, comunicando-nos, amando como sempre, embora não possamos expressar em sua totalidade o amor que sentimos. Porque esse é um problema criado pelo outro.



Esta é a única solução que existe. A única solução que funciona. A única atitude que podemos tomar para manter a nossa felicidade.

Continuar amando sem cessar, pois o amor é tudo na vida".

(Prof. Hélio Couto - www.profheliocouto.com.br)